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	<title>Marconi Leal</title>
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	<description>Um blog d'O Pensador Selvagem &#124; Faça uma boa ação. Ensine um crítico literário a ler.</description>
	<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:42:16 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>ENQUANTO NÃO VOLTO&#8230;</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2010/02/10/enquanto-nao-volto/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:42:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuo aqui: http://twitter.com/marconil.
Será preciso repetir?
Eh, gente desatenta!
Sim, mas eu volto. E volto com excelentes elogios sobre esta aprazível cidade do Rio de Janeiro.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuo aqui: <a href="http://twitter.com/marconil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');">http://twitter.com/marconil</a>.</p>
<p>Será preciso repetir?</p>
<p>Eh, gente desatenta!</p>
<p>Sim, mas eu volto. E volto com excelentes elogios sobre esta aprazível cidade do Rio de Janeiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SERRA DOS ÓRGÃOS (2)</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/12/19/serra-dos-orgaos-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 05:11:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[— A gente vai pagar pra entrar aí? — perguntei. — Se é pra gastar dinheiro pra sofrer, vamo a uma peça do Gerald Thomas. É ruim do mesmo jeito, mas a gente pelo menos vê umas bundas.
Ao que minha mulher, sempre simpática, retrucou:
— Se tu quer ver partes pudendas sem o auxílio de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> A gente vai pagar pra entrar aí? <span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> perguntei. <span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Se é pra gastar dinheiro pra sofrer, vamo a uma peça do Gerald Thomas. É ruim do mesmo jeito, mas a gente pelo menos vê umas bundas.</p>
<p style="text-align: justify">Ao que minha mulher, sempre simpática, retrucou:</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Se tu quer ver partes pudendas sem o auxílio de um espelho, a gente tá no caminho certo. Mais umas duas ou três subidas assim e tua barriga diminui.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Ru, ru, ru, morri de rir. Pois fique sabendo que em algumas sociedades desenvolvidas a barriga protuberante é sinal de abundância e fertilidade.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Como onde? Na Lapônia, por exemplo?</p>
<p style="text-align: justify">Não ia dialogar com gente sem cultura. Afinal, era feriado, e isso é o que eu faço todo dia no trabalho, escrevendo para a TV. De forma que resolvi seguir a trilha de boca fechada, o que se mostrou impraticável por uma razão óbvia, que só um ser onipresente, onipotente e onisciente não consegue ver: duas narinas não são suficientes para absorver oxigênio.</p>
<p style="text-align: justify">Constatação que, por outro lado, veio acompanhada de uma descoberta empírica no campo das ciências naturais: mais alguns passos e percebi por experiência própria como surgiu a comunicação entre as baleias. A determinada altura, minha respiração soava como um disco de new age.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Você quer voltar? <span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> perguntou minha mulher, preocupada, ao perceber que os animais silvestres paravam para me ver e aplaudir.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Ao útero materno <span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> respondi.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Sério. Tá tudo bem contigo?</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Tâmaras azuis com cabelo de Alcione <span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> assegurei.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Falta pouco. A gente já tá perto da cachoeira.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">—</span> Que bom. Porque é lá que eu vou te afogar.</p>
<p style="text-align: justify">De fato, não demorou até chegarmos à cachoeira: gastamos trinta minutos e cerca de dois terços das canelas. Mas o esforço valeu a pena, pois nada se compara a esse fenômeno natural. Exceto talvez um chuveiro cujo jato de água a gente não controla, podendo nos derrubar como um coice de elefante, e uma piscina, só que forrada com pedras angulosas e limo escorregadio, propício ao estabacamento.</p>
<p style="text-align: justify">Foi ali que senti pela primeira vez a integração com a natureza. Após um cachação de água que me fez perder o equilíbrio, a ponta de uma rocha se integrou totalmente ao meu calcanhar, na mais linda interação homem/meio ambiente, uma espécie de empalação para podólatras.</p>
<p style="text-align: justify">Se doeu? Digamos que já assisti a sessões de exorcismo mais silenciosas. Entre o primeiro urro e a entrada no hospital, lembro vagamente de ter me convertido a seis ou sete religiões.</p>
<p style="text-align: justify">Tive de engessar o pé e passar a andar de muleta. Mas posso afirmar que, hoje, depois dessa experiência, estou completamente mudado, sou praticamente um ser da mata, um ente da selva, uma criatura telúrica. Para começo de conversa, me locomovo como o Saci.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #339966"><em>(Boas festas. Aguardem, juro que uma das minhas promessas para 2010 é voltar a escrever por aqui diariamente, como antes. É verdade. Isso e parar de mentir.)</em></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>SERRA DOS ÓRGÃOS (1)</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/11/26/serra-dos-orgaos-1/</link>
		<comments>http://marconileal.opsblog.org/2009/11/26/serra-dos-orgaos-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[A única coisa que justificaria o alpinismo, em minha opinião, seria se, ao chegar ao topo do Everest, por exemplo, o sujeito fosse recompensado com uma fonte de single malt ou, no mínimo, de Itaipava Gold. Sem isso, o esporte para mim tem a mesma utilidade da faixa de pedestres no Brasil: nenhuma.
Até esse final [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">A única coisa que justificaria o alpinismo, em minha opinião, seria se, ao chegar ao topo do Everest, por exemplo, o sujeito fosse recompensado com uma fonte de <em>single malt</em> ou, no mínimo, de Itaipava Gold. Sem isso, o esporte para mim tem a mesma utilidade da faixa de pedestres no Brasil: nenhuma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Até esse final de semana, portanto, minha experiência na atividade envolvia apenas uma tentativa de leitura de <em>A Montanha Mágica</em>. E, ainda assim, meu fôlego precário não me permitiu avançar além da página 30.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Porém, entre os vários erros patentes cometidos por Deus na criação do universo, caso dos buracos negros e da Baby do Brasil, encontram-se os hormônios femininos e a semana que precede a menstruação. As guerras, sabem todos, surgiram em função desse período, quando, em vez de ficar em casa levando esporros merecidos por respirar ou piscar os olhos, os homens resolveram se entregar a empresa mais amena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Assim, quando minha mulher sugeriu que viajássemos a Petrópolis e percorrêssemos uma trilha na Serra dos Órgãos, concordei imediatamente, depois de confirmar com a embaixada não haver mais vaga entre nossas tropas no Haiti. E de tentar, galante:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">— Posso te levar ao ápice de outra forma&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">— Prefiro caminhar. Cansei de chegar ao ápice de burro — respondeu ela, grácil.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Seguimos, enfim, para o aprazível passeio: eu, ela e Asmático, o carro popular 1.0 que a gente comprou em breves 60 prestações. Bom carro e total flex, Asmático funciona com gasolina, álcool e, nas subidas, duas ou três bombadas de Aerolin. O único problema dele é que, tendo sido projetado na era pré-newtoniana, não conta com aceleração.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Estacionamos o carro no <em>sopé</em> do morro — tendo antes o cuidado de consultar o verbete no Aurélio, para ver se estávamos no lugar certo — e nos preparamos para a subida. Esperto, calcei havaianas e acendi um cigarro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Para minha surpresa, a escalada não foi difícil. Os únicos contratempos que enfrentei foram alguns escorregões em pedras soltas (instrutivos, pois descobri a utilidade do queixo) e o roçar da língua nos joelhos, que atravancou um pouco meus passos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">Após meia hora de esforço, no entanto, chegamos bravamente a uma casinhola onde esperava ser recebido com uma coroa de louros e algumas caixas de Band-aid e mercurocromo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: 12pt">— Que pena que a gente não trouxe uma bandeira do Sport pra fincar aqui no topo — falei, orgulhoso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: 'Times New Roman';font-size: 12pt">Minha mulher riu. Estávamos apenas na entrada do parque. O nome Serra dos Órgãos — descobriria trinta metros acima, ao perder um dos pulmões — era, afinal, bastante descritivo. <span style="color: #339966">(CONTINUA)</span></span></p>
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		<title>DE COMO ME VENDI AO SISTEMA</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/11/12/de-como-me-vendi-ao-sistema/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 17:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabem todos que minha ausência aqui se deve à mudança para o Rio de Janeiro, lugar de paisagem deslumbrante, que ainda possui, em meio à área urbana, inúmeros resquícios de vida selvagem. Caso, por exemplo, do trânsito e da fila de supermercado.
O que talvez não seja do conhecimento de vocês é haver outro motivo para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Sabem todos que minha ausência aqui se deve à mudança para o Rio de Janeiro, lugar de paisagem deslumbrante, que ainda possui, em meio à área urbana, inúmeros resquícios de vida selvagem. Caso, por exemplo, do trânsito e da fila de supermercado.</p>
<p style="text-align: justify">O que talvez não seja do conhecimento de vocês é haver outro motivo para tamanho atraso: me aconteceu uma tragédia inesperada e, ao contrário de grande parte de meus novos concidadãos, arrumei trabalho.</p>
<p style="text-align: justify">Em poucas palavras, me vendi ao Sistema em doze parcelas, virei roteirista de humor em uma emissora de TV.</p>
<p style="text-align: justify">Aconteceu de estar em casa outro dia, sem fazer nada, meditando sobre uma bobagem qualquer, como a dedução transcendental das categorias em Kant, quando o telefone tocou:</p>
<p style="text-align: justify">— Aqui quem fala é o Sistema.</p>
<p style="text-align: justify">— Olha, se é o Métrico Decimal, o senhor ligou errado — respondi. — Até hoje não sei transformar quilômetro em milímetro!</p>
<p style="text-align: justify">— Métrico Decimal é o&#8230; Eu sou <em>o</em> Sistema, rapá.</p>
<p style="text-align: justify">— E tá me ligando pra dizer que caiu?</p>
<p style="text-align: justify">Depois de desfiar uma série de palavrões, alguns dois quais me demonstraram a necessidade de reciclar meus conhecimentos em anatomia, ele me convenceu. Afinal, o Sistema, ninguém ignora, é uma criatura metafísica feia, suja e perversa, que nada tem a ver com o homem. Faz bico de diabo na Igreja Marxista das Boinas dos Últimos Dias, e de Deus, na Igreja Capitalista da Cédula Retangular.</p>
<p style="text-align: justify">— Que é que você quer? — perguntei. — Não me diga que precisa de dicas sobre mercado futuro.</p>
<p style="text-align: justify">— Tá a fim de negociar a alma? — cuspiu a alegoria.</p>
<p style="text-align: justify">— Não sei. O senhor daria quanto pela da minha sogra?</p>
<p style="text-align: justify">— Bom ver que você continua fazendo piadas do tipo. É justamente o que eu quero. Isso e uma massagem nas costas. Essa vida de Sistema me estressa. E aí, vai ou não vai? É pra trabalhar na televisão.</p>
<p style="text-align: justify">— Depende — hesitei. — Que outra concessão preciso fazer, além de desaprender português e conseguir arrancar gargalhadas de protozoários?</p>
<p style="text-align: justify">— Todas — falou ele.</p>
<p style="text-align: justify">E eu, superior:</p>
<p style="text-align: justify">— Se é assim, topo, claro.</p>
<p style="text-align: justify">Eis tudo. Após a intensa negociação, desliguei o telefone. Exausto, olhei para meu reflexo no espelho, que, parodiando Chico Buarque, cantava e se requebrava para mim, com sarcasmo:</p>
<p style="text-align: justify">— &#8220;Quem te viu, quem TV&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: justify">Não deixei barato. Corri até o escritório, abri a gaveta da escrivaninha violentamente, enfiei a mão trêmula de raiva lá dentro, saquei um lápis de ponta bem afiada e, com um gesto irado, anotei o trocadilho.</p>
<p style="text-align: justify">Foi deles que passei a viver.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>DO BOM HUMOR DO CARIOCA</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/10/25/do-bom-humor-do-carioca/</link>
		<comments>http://marconileal.opsblog.org/2009/10/25/do-bom-humor-do-carioca/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 12:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Faço uma pausa nos tweets e volto a este empoeirado blog (esperem com fé: em breve haverá faxina) para lhes dar uma noção prática do humor do povo deste Rio de Janeiro. Leiam isto, sobretudo os comentários, e tenham a prova definitiva de que o carioca é o povo mais bem-humorado e inteligente do Brasil. Sobretudo quando está sendo elogiado.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Faço uma pausa nos <a href="http://twitter.com/marconil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" target="_blank"><strong>tweets</strong></a> e volto a este empoeirado blog (esperem com fé: em breve haverá faxina) para lhes dar uma noção prática do humor do povo deste Rio de Janeiro. Leiam <a href="http://colunas.g1.com.br/geneton/2009/10/24/pausa-para-um-refresco-as-primeiras-impressoes-de-um-forasteiro-recem-chegado-a-copacabana-a-unica-coisa-que-funciona-com-regularidade-no-rio-de-janeiro-e-o-mar/#comments" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/colunas.g1.com.br');" target="_blank"><strong>isto</strong></a>, sobretudo os comentários, e tenham a prova definitiva de que o carioca é o povo mais bem-humorado e inteligente do Brasil. Sobretudo quando está sendo elogiado.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>VOLTAREI</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/10/01/voltarei/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 14:37:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se iludam. Sou brasileiro e, cacófato, como o Sarney: não desisto nunca. Para os apressados: Twitter.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Não se iludam. Sou brasileiro e, cacófato, como o Sarney: não desisto nunca. Para os apressados: <a href="http://twitter.com/marconil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');" target="_blank">Twitter</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>DA INSENSIBILIDADE E OCIOSIDADE DO LEITOR</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/09/08/da-insensibilidade-e-ociosidade-do-leitor/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 17:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://marconileal.opsblog.org/?p=3051</guid>
		<description><![CDATA[Sim, ouço. Estou ouvindo. São bárbaros gritando, atirando pedras, blasfemando contra o Filho do homem, coçando o saco em público, passando a mão na bunda dos guardas e impedindo a vizinhança de dormir.
Criaturas sem a mínima sensibilidade, estou certo de que vocês jamais praticaram aquela que é a atividade moral mais profunda a que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Sim, ouço. Estou ouvindo. São bárbaros gritando, atirando pedras, blasfemando contra o Filho do homem, coçando o saco em público, passando a mão na bunda dos guardas e impedindo a vizinhança de dormir.</p>
<p style="text-align: justify">Criaturas sem a mínima sensibilidade, estou certo de que vocês jamais praticaram aquela que é a atividade moral mais profunda a que o homem deve se entregar pelo menos uma vez na vida, segundo muçulmanos de todos os matizes e cristãos de todas as porcentagens de dízimo: a mudança.</p>
<p style="text-align: justify">Não falo de mudança de comportamento, que essa é das mais fáceis, e está aí Lula que não me deixa mentir. Tampouco me refiro à mudança espiritual, pois, quando descobriu há algum tempo que decidira viver de escrever, meu espírito não só me abandonou como entrou na Justiça pedindo pensão alimentícia (que me recuso a pagar, pois nunca fui de alimentar o espírito, daí estar preso em minha ignorância há anos por decreto judicial).</p>
<p style="text-align: justify">Não. Falo da mudança propriamente dita, de casa e de cidade. É tarefa para uma vida inteira, simpatizantes. E um dos motivos que me levam a crer na vida eterna é precisamente estar convencido de que, ao morrer, chegando ao inferno, não será outra minha condenação, senão a de arrumar e dessarrumar caixotes de mudança, como uma Danaide moderna e um tanto ou quanto mais gorda.</p>
<p style="text-align: justify">Portanto, respeitem um homem e seu destino e parem de aporrinhar. Virá um texto esta semana, virá que eu vi, em português escorreito e cheio de concordâncias como Peri. Aguardem em silêncio. E, por Cristo, com Cristo, em Cristo: parem de fazer xixi nos muros.</p>
<p style="text-align: justify">Ah, aproveitem que não estão fazendo nada mesmo e passem <strong><a href="http://colunas.g1.com.br/geneton" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/colunas.g1.com.br');" target="_blank">aqui</a></strong>, ó, só para lembrar o que era Jornalismo, esta atividade desaparecida do país há décadas.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>MARCONI FINALMENTE C0M BULA</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/08/24/marconi-agora-c0m-bula/</link>
		<comments>http://marconileal.opsblog.org/2009/08/24/marconi-agora-c0m-bula/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 08:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis aí o que vocês, criaturas sem a mínima confiança na autossuperação e inteiramente desprovidas de tino para antecipar o gênio, não contavam. Pois ouçam: ho, ho, ho! Quê? Não, não estou imitando o Papai Noel. Escutem direito: ho, ho, ho, ho! Ahn? Nã-ão/ não estou tendo um acesso de tosse. Reparem: ho, ho, ho! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Eis aí o que vocês, criaturas sem a mínima confiança na autossuperação e inteiramente desprovidas de tino para antecipar o gênio, não contavam. Pois ouçam: <em>ho, ho, ho! </em>Quê? Não, não estou imitando o Papai Noel. Escutem direito: <em>ho, ho, ho, ho!</em> Ahn? <em>Nã-ão</em>/ não estou tendo um acesso de tosse. Reparem: <em>ho, ho, ho! Ho, ho!</em> <em>Ho!</em> E aí? Uhm? Cantando <em>rap</em> nada! Continuo gostando de música!</p>
<p style="text-align: justify">Eh, como é frustrante usar efeitos dramáticos com gente que não possui cultura. Fiquem sabendo que esse é meu riso mau de vingança. É, vingança de vocês, leitores infiéis, que nunca esperavam que eu um dia conhecesse a Glória. Pois arranquem a dentadas o dedinho do pé esquerdo de pura inveja, pérfidos, eu a  acabo de conhecer, através de uma entrevista concedida à revista <em>Bula</em>.</p>
<p style="text-align: justify">E fiquem sabendo que a Glória é uma moça muito direita e agradável. É bem verdade que aqueles louros na cabeça dela são um tanto esquisitos e que meu grego arcaico não dá para mantermos uma conversa muito longa sem que eu corra o risco de Homero voltar do Hades especificamente para atirar uma trípode na minha cabeça, mas enfim, é só o começo. Confiram por vocês mesmos: <a href="http://www.revistabula.com/materia/questionario-proust-marconi-leal/1374" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.revistabula.com');" target="_blank">http://www.revistabula.com/materia/questionario-proust-marconi-leal/1374</a>.</p>
<p style="text-align: justify">E aguardem. Ainda chego à capa da <em>Time</em>. <em>Ho, ho, ho, ho, ho, ho!</em> Como? Latido? Latido é a p&#8230;!</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><em><strong>P.S.:</strong> Meu superego já me avisou que estou em falta com vocês, para que a histeria? Vem texto novo por aí,  em que contarei as alegrias da nova vida no Rio. Suportem o </em>delirium tremens<em> mais um pouco, sim? Bom, mas agora não posso escrever mais, há uns gentis cavalheiros querendo me assaltar e eu já os estou atrasando. Sem falar que o dia hoje vai ser corrido: tenho um arrastão e duas </em>blitz<em> falsas a atender. Por ora, fiquem com a entrevista. Tchau para vocês e também para meu relógio e minha carteira.</em></p>
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		<title>CONFESSIONÁRIO</title>
		<link>http://marconileal.opsblog.org/2009/08/17/confessionario/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 11:42:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COTIDIANO]]></category>

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		<description><![CDATA[— Padre, eu gosto de&#8230; ummhnn&#8230;
— Ahn?
— Gosto de&#8230; hmnnn&#8230;
— De quê, meu filho?
— Eu gosto de cheirar a virilha, padre.
— Como é que é?
— A virilha? Uma parte do corpo que&#8230;
— Não, o que você disse?
— Gosto de cheirar a virilha. Passo o dedo assim, fico passando por um tempo e depois cheiro. Mas só a direita. Isso dá inferno, padre?
— Inferno, não sei, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">— Padre, eu gosto de&#8230; ummhnn&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">— Ahn?</p>
<p style="text-align: justify">— Gosto de&#8230; hmnnn&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">— De quê, meu filho?</p>
<p style="text-align: justify">— Eu gosto de cheirar a virilha, padre.</p>
<p style="text-align: justify">— Como é que é?</p>
<p style="text-align: justify">— A virilha? Uma parte do corpo que&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">— Não, o que você disse?</p>
<p style="text-align: justify">— Gosto de cheirar a virilha. Passo o dedo assim, fico passando por um tempo e depois cheiro. Mas só a direita. Isso dá inferno, padre?</p>
<p style="text-align: justify">— Inferno, não sei, mas manicômio é provável. Por que exatamente você cheira o&#8230; a virilha direita, meu filho?</p>
<p style="text-align: justify">— Porque o cheiro é melhor que o da esquerda.</p>
<p style="text-align: justify">— Sim, mas o que leva você a cheirar a virilha, seja ela direita, esquerda, social-democrata ou o raio que o parta?</p>
<p style="text-align: justify">— Não sei, padre. Simplesmente cheiro. É um vício como qualquer outro: roer unha, fumar cigarro, comer sebo do sovaco&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">— Não me diga que você come sebo dos sovacos.</p>
<p style="text-align: justify">— Dos sovacos, não. Do sovaco. O direito.</p>
<p style="text-align: justify">— Você está me dizendo que, além de cheirar a virilha, costuma também comer o sebo do seu sovaco?</p>
<p style="text-align: justify">— Não disse que comia sebo do meu sovaco. Jamais faria isso. Como o sebo do sovaco dos outros, que é mais gostoso.</p>
<p style="text-align: justify">— Come o se&#8230;? <em>Miserere mei, Deus!</em></p>
<p style="text-align: justify">— Como. O senhor não?</p>
<p style="text-align: justify">— <em>Pater dimitte illis non enim sciunt quid faciunt! </em>Mais algum&#8230; vício de que deva saber?</p>
<p style="text-align: justify">— Fora a virilha, mais nada. Quer dizer, bom, tinha a questão do sexo com a minha avó, mas ela agora já morreu. Durante um orgasmo, por sinal&#8230; Mas a culpa não foi minha, ela tava com meu irmão na hora.</p>
<p style="text-align: justify">— Você e seu irmão costumavam fazer sexo com a própria avó?</p>
<p style="text-align: justify">— Eu, meu irmão e Zigofredo.</p>
<p style="text-align: justify">— Quem é Zigofredo?</p>
<p style="text-align: justify">— Um porquinho que ela criava. O senhor precisava ver que mimo. Gordo, robusto&#8230; Fazia ionc, ionc quando a gente enfiava&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">— Para! Para! <em>(Levantando-se e levando o outro para fora da sala pelo braço.)</em> Olhe, meu filho, eu vou reunir o concílio, falar com o bispo, quem sabe ligar para o papa. Você me volte aqui em duas semanas e eu lhe digo sua punição ou faço seu exorcismo, conforme seja o caso. Agora vá, vá!</p>
<p style="text-align: justify">— Tudo bem. Mas antes&#8230; <em>(Olhando para o sovaco do padre.)</em> O senhor não permitiria uma lambidinha?</p>
<p style="text-align: justify">— <em>(Batendo a porta, trêmulo.)</em> Cheire a virilha, meu filho. Passar bem.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #339966"><em>Pelo tempo que levei para voltar, vocês já perceberam que me adequei completamente à vida no Rio. Segundo um amigo, o carioca não é lento, ele apenas começa a fazer as coisas quarenta minutos depois de todo mundo. Pode ser. Eu mantenho a tese de que o Rio é a verdadeira Bahia, a qual desenvolverei em breve por aqui. &#8220;Em breve&#8221;, segundo a noção de tempo carioca, claro.</em></span></p>
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		<title>TWITTER</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 22:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marconi Leal</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[NOTAS E AVISOS]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto não volto, acompanhem meus elogios ao Rio de Janeiro aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto não volto, acompanhem meus elogios ao Rio de Janeiro <a href="http://twitter.com/marconil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/twitter.com');"><span style="color: #339966"><strong>aqui</strong></span></a>.</p>
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